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O Curso de Letras objetiva formar profissionais interculturalmente competentes, capazes de refletir criticamente sobre temas e questões relativas aos estudos lingüísticos e literários, a fazer uso de novas tecnologias e a compreender sua formação profissional como processo contínuo, autônomo e permanente.

Pretende-se construir um Curso de Letras com competência, voltado para os verdadeiros interesses da sociedade maranhense e brasileira, a partir de uma política educacional capaz de transformá-la em uma sociedade mais livre, mais igual, mais justa e, afinal, mais humana, sem perder de vista os princípios definidos na LDB e também nas Diretrizes Curriculares para os Cursos de Letras, que enfatizam o desenvolvimento do entendimento do homem e do meio em que vive, através da comunicação do saber pelo ensino e outras formas de comunicação.

A nova sociedade, decorrente da revolução tecnológica e seus desdobramentos na produção e na área da informação, apresenta características capazes de assegurar à educação uma autonomia ainda não alcançada.

O novo paradigma mundial emana da compreensão de que, cada vez mais, as competências desejáveis ao pleno desenvolvimento humano aproximam-se das necessárias à inserção no processo produtivo.

A educação deve ser compreendida como um meio de superação da dualização da sociedade, que gera desigualdades cada vez maiores.

No contexto da globalização, a educação passa a responder às exigências impostas pelos órgãos internacionais, a partir do aspecto das necessidades de mercado mundial de trabalho. Assim, a educação passa a desempenhar um novo papel nessa sociedade que tem como termômetro regulador do mercado as relações sociais. Historicamente, a educação tem executado algumas funções básicas nas sociedades. As várias teorias sociológicas apontam este fato. Como diz Émile Durkheim (2002), o objetivo da educação era obter a harmonia, o consenso, a conservação. Em Bourdieu, Passeron (1970), Althusser (1983), Baudelot, Establet (1970), citando apenas alguns estudiosos franceses, a idéia é a que a educação reproduz as relações sociais de produção, principalmente através da ideologia difundida. Para Henry Giroux (1983), a formação da educação é de resistência, de impedimento, para que dessa reprodução se dê. Para Adorno, um dos membros da Escola de Frankfurt e criador da Teoria Crítica, a educação é antes de tudo esclarecimento, emancipação. Esclarecimento dos mecanismos da alienação e de manipulação ideológicas presentes no sistema. Paulo Freire (1979) vê a educação como transformação, mudança, e possibilidade de colocar o homem como ser histórico capaz de ser sujeito do e no mundo.

A informatização e a automação reduzem o trabalho humano, mas possibilitam a ampliação do desemprego, do subemprego e da falta de oferta no mercado de trabalho dos jovens. Agregada a esse fenômeno está a reorganização da economia em base transnacional, processando uma verdadeira mundialização do capital. Tudo isso leva a uma revisão completa dos paradigmas existentes e das concepções pedagógicas vigentes. Sabe-se que a educação é um processo social, portanto, deve acompanhar a dinâmica da sociedade.

Dessa forma, os movimentos socioculturais e econômicos colocam em interação todos os povos do mundo, acordando alguns ainda adormecidos. O homem testemunhando objetivamente sua história acaba por despertar sua consciência ingênua, para identificar-se como personagem desse processo de evolução e é chamado para assumir seu papel na sociedade. Assim, Paulo Freire (1979) comenta que: A consciência do mundo e a consciência de si crescem juntas e em razão direta; uma é a luz interior da outra, uma comprometida com a outra.

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